BEM DITA SEJA A FORÇA DE VONTADE

Atualizado: Out 17


O despertador toca, com um toque irritante a ecoar pelo pequeno e úmido quartinho de um pensionato, onde mora uma moça de cabelos escuros e compridos. Ela desliga o som e bate a mão no interruptor da luz, põe-se de pé, arrasta-se até o banheiro, olha-se no espelho. O desânimo e o cansaço estão estampados em seu rosto.

São cinco e quarenta e cinco. O dia, dali em diante, seria longo e cansativo. De dentro do ônibus, o motorista a vê acenando. Ela sobe, passa a catraca, senta-se e cochila até seu destino final.

Sete e quinze, a patroa já a recebe de cara fechada, demostrando desapontamento pelos minutos de atraso. O primeiro bom dia já foi dito. Dali em diante, ela perde a conta de quantos foram ditos até o fim da tarde.

Atrasada e cheirando a fritura, ela entra na sala da universidade exausta, mas sempre disposta a aprender. São dois longos horários e quando finalmente chega a hora de ir para casa, ela entra no ônibus, mas não cochila por medo.

Chegando em casa, um copo de leite, duas bolachas são o suficiente. Uma ducha rápida, uma mensagem de boa noite para a mãe e o pensamento de todas as noites: “será que vale a pena?”.


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