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Apenas mais um conto de amor de um cotidiano violento

 

Vou apresentar a vocês, a história de um casal, Abel e Maria.

 

Maria era uma mulher espetacular, pernas grossas, seios fartos, cabelos negros e longos, até a altura da cintura. Olhos penetrantes, apaixonantes, tinha uma boca deliciosamente desenhada. Era uma mulher alta, em torno dos seus um metro e setenta, um espetáculo, porém, era uma mulher muito tímida, não usava uma saia acima do joelho, sentia vergonha. Estava sempre acompanhado de seu fiel marido, Abel.

Abel era um senhor, 17 anos mais velho que sua esposa. Ele era um daqueles homens a moda antiga, sempre impecável em suas vestes, sempre de social. Usava um bigode volumoso, negro, que contrastava com seus fios de cabelos brancos que restavam nas laterais de sua cabeça.

Eles haviam se conhecido em uma festa de casamento, onde ambos foram padrinhos. Na época, Maria com 18 e Abel com 35.

Aos olhos da sociedade, formavam um casal ideal, de dar inveja. Tinha uma filha de 05 anos, Isabelle. Moravam em uma ótima casa, daquelas casas com quintal grande, grama bem aparada, algumas roseiras e outras flores, cachorros, gatos, pássaros em gaiolas. Uma típica família cafona, dessas de seriado de tv.

Mas o que para a sociedade parecia ser o casamento ideal, para a esposa, era um pesadelo.

Sempre rodeada de ciúmes, preconceitos, vindo do marido. Abel era um cristão, rígido e autoritário. Ela não podia passar um batom com uma cor um pouco mais forte, ou usar uma roupa que deixava o seu corpo um pouco mais amostra, que seu marido já surtava, e às vezes, chegava a agredi-la, fisicamente.

Agressões psicológicas eram constantes, quase que diariamente. As únicas horas em que a jovem se via livre da estupidez e ignorância de seu marido era enquanto ele trabalhava, na hora de dormir e na Igreja, nos cultos.

Maria tinha um corpo escultural, mesmo debaixo daqueles vestidos longos e folgados, você via uma beleza esplêndida. Tinha uma simpatia cativante, uma mulher de uma beleza exterior e interior de dar inveja a muitas outras.

Seu marido saia cedo para trabalhar, em tordo das seis da manhã. E chegava tarde, principalmente depois de ter recebido uma promoção, havia subido de cargo, chegava sempre depois das vinte horas. Enquanto isso, a moça ficava em casa, cuidando de sua filha, das roupas pra lavar, a maioria, roupas do marido, que tinham que estar sempre impecáveis. Maria passava a maior parte do dia lavando e passando as roupas do velho. Além disso, também tinha a obrigação de cuidar de seus animais domésticos, de suas flores, de sua casa. Só esquecia-se de cuidar de si mesma.

Certa noite, ela resolveu fazer uma surpresa para o marido, estava louca de tesão, queria transar, trepar, fazer amor. Fazia pelo menos dois anos que o casal não mantinha relações sexuais. Ela já não aguentava mais aquela situação, mas não queria magoar o marido. Então ela teve uma grande ideia.

Resolveu ir às compras, foi até uma loja de lingerie, entre vários modelos, escolheu a peça mais bonita da loja, também a mais cara.

Escolheu um Baby Doll, de cor vinho, todo feito em seda. Saiu da loja e foi à perfumaria, comprou perfume, batom, maquiagem, tudo novo, estava ansiosa para a surpresa que faria ao seu marido.

A linda moça pediu para a sua Mãe cuidar da neta, naquela noite. Para que pudesse ficar a sós com seu homem e aproveitar ao máximo.

Maria se arrumou esplendidamente, estava impecável. Seu batom combinando com o Baby doll cor de vinho. Seus seios quase salvavam da peça. A polpa da bunda aparecendo sutilmente debaixo daquele lingerie excitava qualquer marmanjo. Estava linda, cheirosa, gostosa, pronta para se entregar para seu homem. 

Deram oito horas, horário em que Abel costuma a chegar a casa, porem, não chegou.

Quarenta minutos se passaram e nada do marido, Maria começou a ficar preocupada, pois ele era pontual como um inglês.

Resolveu então pegar um taxi e dar uma volta pela cidade, atrás do marido. Depois de 40 minutos rodando, viu seu marido no portão de uma casa, em um bairro afastado. Ele estava aos beijos e abraços com outra mulher, pareciam já ter bastante intimidade. Abel bolinava obscenamente sua amante, pegava em seus peitos, em sua bunda, em plena calçada. A moça não reconhecia mais o marido. Em um surto de ódio, tristeza, frustração, ela entrou no Taxi e voltou para a casa.

Chagando em casa, pediu para que o taxista esperasse um pouco, pois precisaria buscar sua filha na casa da mãe.

Entrou se olhou no espelho, viu sua maquiagem borrada. Começou a se maquiar, novamente, olhou para o Baby Doll que havia tirado, resolveu colocar, finalizou com um perfume e foi em direção ao taxi.

O taxista, sem reação ao ver aquele mulherão de baby doll vindo em sua direção, perguntou se ela ainda iria buscar a filha ou se já estava dispensado. Maria não respondeu, simplesmente deu um beijo longo e molhado no taxista, do lado de fora da janela, segurou em seu pau e começou a acariciar. Puxou o taxista pra fora do carro e em uma questão de segundos, eles estavam em cima da cama do casal.

Começaram a trepar loucamente, ela pulava em cima dele como se estivesse sem sexo a anos, e estava. O taxista, um rapaz jovem, simples e de boa aparência, começou a dar a moça àquilo que ela tanto queria. Transavam loucamente, gozando junto o momento. Maria estava de quatro, o taxista, metendo com toda força por traz, quando de repente, um disparo, um estampido.

O taxista cai ao lado da esposa, com seu crânio estourado. Ela vira se e olha, vê seu marido, de pé, com uma arma na mão. Sem chance de defesa, o velho dera três tiros em Maria. A bela moça morreu na hora.

Abel ficou ali, parado, olhando para os corpos. Aproximou até o corpo da esposa, deu lhe um beijo na boca e uma tapa no rosto e um tirou em sua própria cabeça.

 

FIM

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